O ano está quase a terminar - como tal, deixamos a todos os leitores um tributo a 342 filmes que foram lançados em 2009, realizado pelo designer e escritor Kees van Dijkhuizen. A todos desejamos óptimas entradas!
quarta-feira, dezembro 30, 2009
quinta-feira, dezembro 17, 2009
SICKO: Michael Moore
Um filme documental (porque os documentários também fazem parte do cinema), de Michael Moore, que faz uma reflexão sobre os seguros de saúde nos EUA, que podem ver por partes no Youtube.
Este realizador, é o realizador do filme que está nos cinemas "Capitalismo:Uma história de amor".
Abraços reflexivos,
Miguel Novo
domingo, dezembro 13, 2009
Ágora - mais uma estreia desta semana
Trago mais um filme que vai estrear esta quinta-feira, dia 18. Tem como nome Ágora e conta com nomes como Rachel Weisz, Oscar Isaac e Max Mighella.
Deixo-vos a sinopse:
Século IV. No Egipto, sob o poder do Império Romano, violentos confrontos sociais e religiosos invadem as ruas de Alexandria. Presa entre paredes, sem poder sair da lendária biblioteca da cidade, a brilhante astrónoma, Hypatia, com a ajuda dos seus discípulos, faz tudo para salvar os documentos da sabedoria do Antigo Mundo.
Entre os discípulos, encontram-se dois homens que disputam o seu coração: o inteligente e privilegiado Orestes e o jovem Davus, escravo de Hypatia, dividido entre o amor secreto que nutre por ela e a liberdade que poderá ter ao juntar-se à imparável vaga de Cristãos.
E o trailler:
Eu vou ver o filme e vocês?
Deixo-vos a sinopse:
Século IV. No Egipto, sob o poder do Império Romano, violentos confrontos sociais e religiosos invadem as ruas de Alexandria. Presa entre paredes, sem poder sair da lendária biblioteca da cidade, a brilhante astrónoma, Hypatia, com a ajuda dos seus discípulos, faz tudo para salvar os documentos da sabedoria do Antigo Mundo.
Entre os discípulos, encontram-se dois homens que disputam o seu coração: o inteligente e privilegiado Orestes e o jovem Davus, escravo de Hypatia, dividido entre o amor secreto que nutre por ela e a liberdade que poderá ter ao juntar-se à imparável vaga de Cristãos.
E o trailler:
Eu vou ver o filme e vocês?
Opinião: "Revolutionary Road"
Depois do mega-sucesso titânico de James Cameron, via-se, com grande previsibilidade, que a dupla Winslet/DiCaprio tivesse portas abertas para infindáveis projectos cinematográficos, algo que, efectivamente, se veio a comprovar com a multiplicidade de filmes que os dois jovens actores deram vida. “Titanic” continuou a ser, contudo, a película que os eternizou e foi com uma inevitável nostalgia e ansiedade (Sam Mendes já se demarcara no terreno do cinema americano), que “Revolutionary Road” foi esperado pelo público. Se correspondeu às expectativas? Tendo em conta as minhas dúvidas, é, com segurança, que afirmo que foram ultrapassadas.
Voltando às passadas de “American Beauty”, o cineasta e Justin Haythe abraçam, com determinação, um projecto que, sendo a olhos comuns visto como fácil ou banal, adapta um romance socialmente crítico de Richard Yates. Explorando as profundezas de uma instituição que entrava já, nos EUA dos anos 50, em decadência geral, e explorando, de igual forma, a hierarquia e código moral que regiam o contexto, “Revolutionary Road” continua, na sua estrutura narrativa, moderno, actual e interventivo. Com uma mensagem claramente negativista quanto ao casamento, o filme, fiel ao livro até à cena final, tende a captar como se suportam, num mar de rotina, estandardização e niilismo nas actividades dos subúrbios, dois seres humanos, que erram ao tentar ultrapassar as dificuldades com ilusões, sonhos e esperanças. Quando as realidades do tempo e da responsabilidade familiar lhes começam a pesar na consciência, mais erros são, como infeliz consequência, realizados, levados estes até ao limite com uma trágica recta final, repleta de uma melancolia exacerbada com elegância e simplicidade, pendendo a estimular, a posteriori, uma reflexão pessoal por parte do espectador mais atento.
O que os Wheeler queriam para si, Sam Mendes conseguiu-o para o filme: manter as aparências de uma família tão denegrida e disfuncional com uma estética por demais perfeita e bela. Com enquadramentos simples, mas magníficos se atendermos à situação captada, o realizador, aliado à fotografia de Roger Deakins e a uma direcção artística talhada até o pormenor, traz-nos um festim harmonioso de planos coloridos memoráveis.
Tudo se coaduna, pois, quando uma madura Kate Winslet (que está mais bela e talentosa que nunca) contracena com um igualmente experiente Leonardo DiCaprio que aclama uma evolução performativa incontestável. Os dois movem-se mais reais que qualquer outro casal destroçado, preso às rígidas convenções e às normas morais que interiorizaram toda a vida. Como April e Frank, os dois devem agradecer a Mendes por terem uns dos melhores papéis que já tiveram na grande tela. Há que salientar, de forma também justa e igual, a figura de Michael Shannon (com uma nomeação merecida para o Óscar de melhor actor secundário), que encarnou uma personagem crítica mas socialmente demente e reprovadora e que exaltou a necessidade de mudança nas circunstâncias por que passava o casal.
Para completar, não há como não referenciar a banda sonora de Thomas Newman, das melhores que alguma vez tive a oportunidade de ouvir dele (ao lado de “Anjos na América) e de outros, fazendo com que o piano e o violino tenham o casamento que os protagonistas gostariam de ter.
O que os Wheeler queriam para si, Sam Mendes conseguiu-o para o filme: manter as aparências de uma família tão denegrida e disfuncional com uma estética por demais perfeita e bela. Com enquadramentos simples, mas magníficos se atendermos à situação captada, o realizador, aliado à fotografia de Roger Deakins e a uma direcção artística talhada até o pormenor, traz-nos um festim harmonioso de planos coloridos memoráveis.
Tudo se coaduna, pois, quando uma madura Kate Winslet (que está mais bela e talentosa que nunca) contracena com um igualmente experiente Leonardo DiCaprio que aclama uma evolução performativa incontestável. Os dois movem-se mais reais que qualquer outro casal destroçado, preso às rígidas convenções e às normas morais que interiorizaram toda a vida. Como April e Frank, os dois devem agradecer a Mendes por terem uns dos melhores papéis que já tiveram na grande tela. Há que salientar, de forma também justa e igual, a figura de Michael Shannon (com uma nomeação merecida para o Óscar de melhor actor secundário), que encarnou uma personagem crítica mas socialmente demente e reprovadora e que exaltou a necessidade de mudança nas circunstâncias por que passava o casal.
Para completar, não há como não referenciar a banda sonora de Thomas Newman, das melhores que alguma vez tive a oportunidade de ouvir dele (ao lado de “Anjos na América) e de outros, fazendo com que o piano e o violino tenham o casamento que os protagonistas gostariam de ter.
Despretensioso, natural, simples mas, seguramente, imperdível, só saberemos, mais tarde, se esta obra ascenderá ao estatuto de obra-prima daqui a uns largos anos. Entretanto, restemo-nos com um “Revolutionary Road” que ficará connosco como um dos exemplos do bom cinema que (ainda) se pode fazer.
4,5*
sábado, dezembro 12, 2009
Estreia desta semana - Avatar
Na próxima quinta-feira, dia 18 de Dezembro, estreia um dos filmes mais esperados de sempre: Avatar de James Cameron, o mesmo realizador de Titanic. Avatar é um dos filmes mais caros da história do cinema, com um custo aproximado de 500 milhões de dólares, sendo apontado como a grande sensação do cinema em 3D, com recurso à mais recente tecnologia e efeitos especiais, aperfeiçoando no grande ecrã a combinação de actores reais com personagens animadas.
Deixo-vos com o trailer do filme:
Não deixem de ver e já sabem, aguardamos as vossas opiniões em relação a este ou a outros filmes !
Exposição - "História do Cinema"
Dia 16 de Dezembro, no bufete da escola secundária c/ 3º ciclo Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves, não percas a exposição que o grupo está a organizar relativa à História da sétima arte. Deixamos-te, entretanto, com alguns dos cartazes que estão espalhados pela escola... achas que consegues adivinhar quais os filmes a que pertencem cada um deles? Se souberes, deixa um comentário com a resposta!
Dia 16, aparece!
sexta-feira, dezembro 11, 2009
Manoel de Oliveira faz 101 anos [RTP]
Notícia RTP: Manoel de Oliveira completa esta sexta-feira 101 anos, e é o realizador de cinema mais velho em actividade. A Fundação de Serralves comemorou o aniversário projectando um dos mais conhecidos filmes do cineasta perante os alunos de duas escolas do Porto. O repórter Nuno Moura Brás esteve no local e conta o que viu e ouviu.
Bem-vindo!
Bem-vindo ao sítio oficial do CineValadares, um clube de cinema da Escola Secundária c/ 3º ciclo Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves organizado pelo grupo de Área de Projecto do 12º E, composto pelos alunos Alexandra Côrte-Real, Flávio Gonçalves, Miguel Novo, Sara Vasconcelos e Serenela Carvalho.
Aqui, poderás:
- ler e enviar opiniões de filmes diversos;
- informar-te sobre as últimas notícias da sétima arte que correm a Internet;
- saber quais filmes acabam, semanalmente, de estrear nas salas de cinema nacionais;
- ficar actualizado das actividades que o grupo realizará na escola (festivais de cinema, clube, outras exibições de filmes, exposições, palestras, etc.);
- conhecer a História do cinema e personalidades que o marcaram internacionalmente e, também, em Portugal;
- participar em votações e jogos interactivos.
Bons filmes!
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