sábado, junho 12, 2010

Fim

Assim concluímos o ciclo do blog CineValadares, no âmbito do projecto relativo a cinema protagonizado por Alexandra Côrte-Real, Flávio Gonçalves, Miguel Novo, Sara Vasconcelos e Serenela Carvalho, alunos do 12º E da escola secundária c/ 3º ciclo Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves do ano lectivo 2009/2010. Esperamos que este espaço e todo o projecto tenha sido do vosso agrado!

terça-feira, junho 01, 2010

Between Love and Lust


É entre o amor e o desejo que está o filme de 2005 do genial Woody Allen.

Match Point, a titulo de sugestão.

segunda-feira, maio 31, 2010

Clint Eastwood completa hoje 80 anos

Ícone do Cinema, um dos cowboys mais lembrados e um belíssimo realizador, Clint Eastwood completa hoje o seu 80º aniversário. Com uma carreira de mais de seis décadas, muitos prémios e nomeações, é recordado pelas suas participações na Trilogia dos Dólares e pelo seu papel como realizador, ganhando quatro Óscares em Os Imperdoáveis (1992) e A Menina de Ouro (2004).

Sexo e a Cidade 2


E já é esta quinta-feira que estreia "Sexo e a Cidade 2"!
Para quem ainda não sabe o que esperar desta sequela, aqui fica a sinopse: "As vidas das quatro amigas estão como elas sempre desejaram, mas isto não seria Sexo e a Cidade se não houvessem surpresas... Desta vez, decidem embarcar numa viagem para um dos lugares mais exóticos e misteriosos do Mundo, onde a festa nunca tem fim. É o escape perfeito para todas, dado que começam a surgir alguns problemas matrimoniais. No fim de contas, às vezes é preciso fugir com as amigas..."



E o trailer:


Fonte: https://www.cinemacity.pt/filme/902

Os filhos de Marx e da Coca-Cola

Sendo que seria o título alternativo para o filme, como gostou de o mostrar no final, este Masculin, Féminin surge-se-nos como um importante documento histórico e, ademais disso, como um relevantíssimo estudo sociólogico que preconizava uma revolução que não tardaria em se materializar no fim da década de 60. Godard, que gostou aqui de explorar e experimentar a câmara e a montagem posterior como se tivessem, por si só, uma imensidão de vida e energia, por um lado, apresenta o Novo Masculino – politicamente consciente, culturalmente desperto, socialmente crítico, irreverente, contra-mundo, inovador, despreocupado, livre de convenções comportamentais e institucionais, mas irresponsáveis, algo contraditórios e presos à desinibição das suas pulsões sexuais. Por outro, apresenta o Novo Feminino – apaixonado, espontâneo, desatento em cumprir as expectativas, sincero, insubmisso, com identidade e querença próprias, mas desatento ao mundo que se lhe rodeia, à política ambivalente que se instaurava no mundo, em tempos de Guerra Fria. É uma Nova França, a da fusão do ser humano aquietado com a sua condição pós-guerra, com a consciência fenomenológica e existencialista de si, um levantamento para um Novo Mundo, o de Marx, que aqui se encontra idealizado mas presente, e o da Coca-Cola, ditadora de uma região albergada pelo mundo capitalista, que se manteria até o presente. Sim, sem dúvida, se já me surpreendera o Band à Part, este aqui foi a absoluta de que Godard veio até mim para ficar. Que venham mais e excelentes filmes, como este.

quinta-feira, maio 20, 2010

Começa a festa do cinema italiano com Marco Bellocchio em Lisboa

"Do primeiro filme à antestreia de «Vencer» no arranque A 3ª edição da «8 1/2 Festa do Cinema Italiano» tem um começo dividido em dois andamentos com o primeiro a acontecer já nesta quinta-feira e a a segunda parte deste arranque a verificar-se nesta sexta-feira. O realizador Marco Bellocchio será o denominador comum desde dois momentos iniciando também a homenagem que vai ser-lhe feita com a exibição de um ciclo na Cinemateca Portuguesa.

É então já esta noite na Barata Salgueiro que o realizador italiano irá ele próprio dar o pontapé de saída ao ciclo marcando presença na projecção do seu primeiro filme: «I Pugni in Tasca», de 1965. Na sexta-feira, Bellocchio voltará a estar presente para fazer a abertura oficial da «Festa» apresentando em estreia nacional o seu mais recente filme: «Vencer», de 2009. Esta sessão de abertura será conduzida pela actriz Ana Padrão, que é a cara oficial desta edição e fará a apresentação da programação.

«Vencer» retrata a relação amorosa entre Ida Dalser e Benito Mussolini quando este era um militante socialista radical, ainda antes de se tornar no ditador que tomou conta dos destinos da Itália. Esta história (que vai ter estreia nacional no próximo dia 27) «combina muito bem o lado público com o privado», disse o realizador em entrevista à agência Lusa.

Marco Bellocchio explicou que a decisão de realizar este filme distinguido pela Academia de Cinema Italiano com oito prémios (incluindo Melhor Realizador) surgiu depois do que leu sobre a vida de Ida Dalser e de ter visto um documentário sobre este tema que o emocionou muito: «Ali [na história de Ida Dalser] encontrei algumas temáticas próprias do meu cinema, como a dor, a violência e o ser vítima de violências.»

Além de Bellocchio a Festa do Cinema Italiano vai também homenagear Matteo Garrone com uma retrospectiva da obra do realizador de «Gomorra» - filme que será exibido neste domingo no cinema Monumental e que contará com a presença do próprio para lançar a retrospectiva.

Como já foi também anunciado no lançamento desta mostra, a obra de Antonio Tabucchi também merece este ano um destaque especial desta festa do cinema com a exibição de quatro filmes adaptados dos livros do escritor italiano. E pela primeira vez haverá uma secção competitiva do festival assim como uma secção dedicada ao documentário.

A «8 1/2 Festa do Cinema Italiano vai decorrer até ao dia 29 de Maio e vai marcar presença também no Porto (de 18 a 20 de Junho), em Coimbra (de 31 de Maio a 2 de Junho) e em Abrantes (de 2 a 6 de Junho). A programação já está disponível no site oficial."

Fonte: IOL cinema

quarta-feira, maio 19, 2010

Cinema Português: Que Futuro?

Depois de “Call Girl” e chegada a estreia de “A Bela e o Paparazzo”, de António-Pedro Vasconcelos, as considerações sobre o estado do cinema nacional voltaram a dividir o realizador e outros membros da comunidade cinéfila portuguesa. Se o primeiro considera, redutoramente, que há que, de forma inquestionável, impor o “mainstream” do cinema em Portugal, como o afirmou numa entrevista recente, invocando os interesses gerais do “povo” e não de “meia dúzia de críticos, de jurados”, então o crítico de cinema para o jornal Público, Vasco Câmara, em jeito de resposta redigida em cima do joelho, na sua crónica do suplemento Ípsilon que hoje saiu, vê que a tentativa de imposição do referido “mainstream” não passa mais de um oportunismo para consolidar o que considera um “cinema do pátio”, “xunga”, “comprometido”, repleto de “falta de gosto”. Para o justificar, Câmara não só aponta o dedo para a ignorância de Vasconcelos (afinal o cinema do nosso país, consideremo-lo não comercial, deu bons exemplos de projecção internacional, como é o caso de Pedro Costa, realizador do espantoso “O Sangue”, que tem sido agraciado com grandes homenagens no exterior) como também para o seu medo inerente em não conseguir distinguir as linguagens do que os portugueses querem ver na televisão e do que querem ver no grande ecrã, aparentemente diferentes. Enfim, as acusações prosseguem-se (chega-se a falar de Clint Eastwood por diversas vezes), acabando por justificar, com uma pretensão inexpressável, a razão pela qual o filme “A Bela e o Paparazzo” se demarcou com uma bola preta (a pior das classificações), pelo crítico de cinema. Em suma, para o leitor menos esclarecido, quer a crónica como as declarações de Vasconcelos constituíram, de perfeita forma, a visão global do cinema português na actualidade e do seu futuro: divergente, confuso, incerto.

Eis, portanto, o que considero serem os problemas centrais no contemporâneo panorama, interligados intimamente: a ausência quase total de apoio governamental aos novos cineastas e a mentalidade dos portugueses. O primeiro, resta-se ao facto de que o Estado não investe grandemente na cultura cinematográfica, pois o apoio económico-financeiro arremetido reflecte um lucro imensamente reduzido, dado o facto de que quem aproveita, principalmente, desse mesmo auxílio são os realizadores ambiciosamente independentes, decididos a explorar o seu modus operandi e narrativas não tendo, claramente, em conta a receptividade do espectador comum. O que aqui, efectivamente, se interliga e é fruto de uma consequência viciosamente circular, é o facto desse mesmo cineasta crer, a priori, que o espectador comum não lhe dará a merecida atenção e o facto do espectador comum acreditar, por sua vez, que o cineasta não se esforça para trazer a qualidade que, supostamente, se requer para as salas de cinema. De facto, e isto é de conhecimento geral, ao falarmos de um filme português a conotação negativa que a palavra “português” tem é gritante. As reacções expectáveis, ignorantes e infundadas, tenderiam para um simples “o cinema português nada vale”. A pergunta pertinente que colocamos: por filmes como “O Crime do Padre Amaro” e “Second Life”, que reúnem um casting “de luxo” (leia-se: futebolistas, modelos, apresentadores de televisão e socialités diversos) e uma história onde os ingredientes “sexo”, “escândalo” e “acção” de certo não faltarão, ou por filmes como “Arena” (a curta de Salaviza que brilhou em Cannes, ano passado), “O Sangue”, de Costa, ou “Veneno Cura”, de Freire? O que parece consensual é, pois, que o cinema designado por comercial tem uma qualidade assumidamente digna de esgoto, formada pela lógica de telenovela, e o cinema institucionalizado por independente tem pouquíssima projecção e uma qualidade expectável para o baixo orçamento que o Governo disponibiliza. A sua sobrevivência depende dos festivais internacionais, e alguns deles chegam até a ser conhecidos. Lembremo-nos, por exemplo, do maravilhoso drama “Alice”, dirigido por Marco Martins, ou do provocatório “O Fantasma”, assinado por João Pedro Rodrigues.

A criação de mais e melhor cinema nacional só será possível, desconstruído o cenário, com uma maior valorização governamental do cinema português, que possibilitará, com a abertura das mentalidades, uma mais positiva receptividade da população ao mesmo (tão evidente em Espanha, França, Alemanha ou Itália). O cinema faz parte e reflecte a história e a cultura de um país, devendo, portanto, ser maximamente elevado. É sob este ideal que o governo o deverá promover, com orgulho e dedicação, pela via de exibição de filmes nacionais (os antigos não ficariam claramente esquecidos!), criação de espaços específicos públicos que direccionem o público exclusivamente ao cinema português, e, talvez o mais importante, sensibilizar os mais novos a partir dos primeiros anos, numa educação especificamente orientada para a valorização de outra arte nacional, que não apenas a literatura, etc. Desta forma, tendo em conta uma reacção em cadeia, estarão estabelecidos o contexto e a mentalidade propícios à realização e apresentação de novos e bons filmes em Portugal, que terão que acompanhar toda a evolução sugerida (para isso acontecer, torna-se indispensável o auxílio financeiro privado e público para a produção fílmica e para a sua divulgação, aspecto que, claramente, não é pormenor na recepção de uma fita). Só assim se verá, a dada altura, como é claramente secundária e redutora a divisão do “mainstream” e do independente (a infantil batalha de António-Pedro Vasconcelos, que se acha representante dos portugueses, com Vasco Câmara, que também se vê como o defensor unicamente entendido do bom cinema), como se entre as duas categorias não fosse passível de existir um meio-termo. A sétima arte, como o espelho da vida do ser humano e representação da multiplicidade e relatividade de preferências estéticas e não só, é inequivocamente multifacetada, e a imposição de uma dessas faces seria, apenas e só, altamente demagógico.

Perante isto, que futuro que se antevê para o cinema em Portugal? Que mais será preciso para evitar um futuro tão negro e incerto? Ficam, infeliz e inevitavelmente, as dúvidas.

AS NOSSAS CURTAS: «O Rapaz com a Câmara de Filmar»


c/ Alexandra Côrte-Real e Bruno Oliveira

SINOPSE: Uma rapariga, que se prepara para terminar com um universo sem significado, é incomodada pela presença de um misterioso rapaz, que, atrás de si, a filma, atento - interferência que marcará o seu futuro até o fim. Personalizando a morte (procurando, insaciavelmente e com a eternidade das imagens de uma câmara de filmar, o vislumbre de um mundo com vida e beleza), caberá ao (imaginado?) rapaz a tarefa de entrar no espírito da rapariga, a personalização da vida enfadada de si mesma e curiosa pela inexistência. Quando um confronto se verifica, a fusão determinará, como consequência, a comum procura por um equilíbrio, por uma máxima contemplação das coisas tal como elas são e devem ser sentidas, por uma resposta à mais essencial questão de todas - quem sou eu?

AS NOSSAS CURTAS: «Os Anónimos»

c/ Ana Gonçalves; Bruno Oliveira; Inês Cardoso; Inês Vitelo; Miguel Novo; Nuno Vanzeller; Sara Vasconcelos; Serenela Carvalho

SINOPSE: Iniciado como um projecto totalmente diferente, com uma convencional linha narrativa, mutilado por exigências técnicas, abandonado pelo resultado tão desagradável e desagradado, foi assim que se voltou a pegar nas filmagens do ano passado, daquela verde, verde escola, e se montou esta peça. Fala-nos, não nos falando, da identidade, essencialmente. O espectador deambula, com a câmara, por entre espíritos errantes, entre as suas múltiplas jornadas e circunstâncias, entre a intensidade dos seus sentimentos e comportamentos. Quem são? Não sabemos. Mas isso não nos interessa. O desfoque não é mais senão outra camada daquilo que realmente somos. Porque mesmo julgando as imagens pela sua nitidez, nunca nos perceberíamos da ficção que ali se montava. Quem são eles? Quem são eles? Nem eles saberão - restam-se num absurdo e implacável anonimato, na ignorância da natureza que os envolve, sempre à procura de algo que os retire de uma prisão que constantemente os negligencia, sempre à procura do transcendente.

Curta-metragem: Un Chant D'Amour


Este é o único filme de Jean Genet, uma curta-metragem de aproximadamente 26 minutos realizada em 1950 mas que só pôde ser comercialmente apresentada nalguns circuitos, em França de 1975. O interessante e longamente censurado Un Chant D'Amour é um filme desprovido de diálogos, homoerótico, reflectindo o desejo e a paixão entre prisioneiros entre paredes, com tons surrealistas mas, também, claramente voyeuristas e provatórios para a época (até para os dias de hoje). Este foi um dos muitos trabalhos que inspiraram a concretização da obra de Andy Warhol e foi importantíssimo para a de outros autores que trataram a sexualidade.

Curtas de Tarkovsky (3) - "O Rolo Compressor e o Violino"

Deixo aos leitores a terceira e última curta-metragem de Tarkovsky - "O Rolo Compressor e o Violino" (Каток и скрипка ou Katok i skripka, em russo), apresentada na URSS no dia 30 de Dezembro de 1961 como filme de final de curso, apesar de produzido pelos estúdios da Mosfilm. Trata de uma amizade entre um aprendiz a violinista - o jovem Sasha, interpretado por Igor Fomchenko - e um operário de rolos compressores - Sergey, encarnado por Vladimir Zamansky. Escrito entre 1959 e 60 por Tarkovsky e Andrei Konchalovsky, este filme magistral, formalmente retratado pela poesia imagética e narrativa que determinaria o futuro da carreira do nosso cineasta, mereceu a condoração do instituto com a classificação de отличный, que é o mesmo que dizer "excelente", a mais alta possível, e o primeiro prémio num festival nova-iorquino para cinema estudantil. De facto, estamos aqui perante uma obra de uma beleza que marcaria o início de uma brilhante carreira, que poderá ser vista, integralmente, no Youtube e aqui, com legendas em inglês.





Curtas de Tarkovsky (2) - "Hoje não haverá saída livre"

"Hoje não haverá saída livre" (ou, se preferirmos, Сегодня увольнения не будет... / Sevodnya uvolnyeniya nye budyet), título abreviado do literal "Hoje não poderemos abandonar as nossas posições", é o segundo filme de Tarkovsky enquanto estudante do actual Instituto Cinematográfico da Federação Russa (VGIK), que realizou, em 1959, com o seu colega Aleksandr Gordon. Com duração aproximada de 46 minutos, esta média metragem debruça-se sobre o exército soviético durante tempos de paz, glorificando-o, o que nos parecerá estranho se tivermos em conta toda a filmografia do cinesta russo. Na verdade, e ao contrário do precedente "Os Assassinos", este filme teve o apoio financeiro da televisão soviética, que esperava um filme de propaganda para ser exibido no aniversário da capitulação da Alemanha nazi durante a Segunda Guerra Mundial. Isto permitiu que os dois realizadores pudessem filmar actores profissionais (como é o caso de Oleg Borisov) e tivessem disponível armamento e figurinos relativos ao exército. As filmagens, que tomaram três meses do tempo em Kursk, viram-se editadas posteriormente durante um igual período de doze semanas. O resultado interessante pode ser visionado na íntegra, com legendas em francês (em baixo dos vídeos) e em inglês (em cima), no Youtube e aqui:





Curtas de Tarkovsky (1) - "Os Assassinos"

"Os Assassinos" (Убийцы ou Ubiytsy no russo original) foi o primeiro filme com a mão de Andrei Tarkovsky, o maior realizador russo do mundo. Trata-se de uma curta-metragem de 19 minutos realizada enquanto estudante da VGIK, co-assinado pelos colegas Marika Beiku (com quem realizou as duas primeiras cenas) e Aleksandr Gordon (que realizou a terceira e última), devido a falta de equipamento que levou à decisão de trabalhos em grupo. É a adaptação de um conto de Ernest Hemingway escrito em 1927, escolhido pelo próprio Tarkovsky, que montou com os outros dois o cenário de um bar norte-americano, na altura visto como sinal de perversidade e atractivo para os jovens. Os actores são estudantes do instituto de cinema, pelo que a câmara e a luz estiveram a carga dos colegas Alfredo Álvarez e Aleksandr Rybin. O resultado esperado foi a congratulação do seu professor, Mikhail Romm. Podemos ver na íntegra esta obra, legendada, no Youtube, em inglês ou castelhano. Aproveitem-na.


quinta-feira, maio 06, 2010

Eclipse - 2º trailer

Já postei o primeiro trailer do terceiro filme da saga Luz e escuridão. Hoje posto o segundo que é, na minha opinião, muito melhor.



Não se esqueçam: deixem a vossa opinião!

terça-feira, maio 04, 2010

Vincent de Tim Burton

E já que o youtube nos permite ver alguns filmes online, sugiro a todos os leitores a curta metragem do atípico Tim Burton - Vincent.



Do ano de 1982, a primeira short motion do realizador, é narrada por Vincent Price, sendo também este o nome da personagem que o menino de 7 anos que Burton nos apresenta ambiciona ser.


Aqui fica então para os interessados!

quinta-feira, abril 29, 2010

Festival de cinema lusófono em Maio no Cinema São Jorge

"Lisboa acolhe, entre 4 e 9 de Maio, no Cinema São Jorge, o primeiro FESTin - Festival Itinerante da Língua Portuguesa. A ideia é "mostrar as realidades dentro da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], o que acontece, quais os desníveis na oportunidade de produzir. A nossa intenção é juntar todos os países e conseguir uma maior cooperação para que todos possam ter oportunidade" de fazer mais cinema, disse à Lusa Adriana Niemeyer, uma das organizadoras do festival, que foi ontem apresentado.


O festival abre com O Jardim de Outro Homem, do moçambicano Sol de Carvalho, que virá a Lisboa, e encerra com o documentário Contratempo, a estreia da actriz brasileira Malu Mader como realizadora. O filme retrata o projecto Villa-Lobinhos, através do qual se ensina música clássica a jovens das favelas do Rio de Janeiro. Serão mostrados cerca de 40 filmes lusófonos. Haverá ainda curtas-metragens de Timor-Leste, co-produções entre Portugal e Angola e fitas brasileiras. Destaque ainda para Terra Sonâmbula, de Teresa Prata, Contract, de Guenny Pires, O Lendário Tio Liceu e os Ngola Ritmos, de Jorge António, e Luanda, a Fábrica da Música, de Kiluanje Liberdade e Inês Gonçalves.


Sendo itinerante, esta programação deverá ser exibida no segundo semestre deste ano num país africano a designar. O FESTin insere-se ainda na terceira Semana Cultural da CPLP, que começa sexta-feira em Lisboa. "


Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, abril 26, 2010

2º ciclo de cinema

Aviso: todos os filmes serão exibidos no bufete da escola. O filme de dia 26 de Abril, Velocidade Furiosa, será substituído por A Ilha (de acção).
Comparece!!

sábado, abril 10, 2010

Dupla Nanni Moretti hoje

Hoje dá na RTP2 uma dupla do realizador italiano Nanni Moretti: "Caos Calmo", às 22.45, e "O Quarto do Filho", à 00.40. Aproveitem para ver mais do cinema deste sensível e humanizador cineasta.

Novo design

Deixamos aos leitores um novo design do blog, com um fresco template e um cabeçalho de Charles Chaplin completamente novo. Esperemos que tenha sido do vosso agrado!

A solidão filmada por Gus Van Sant

Gus Van Sant é, sem margem para dúvidas, um dos grandes cineastas, na verdadeira acepção do termo, da contemporaneidade e, como tantos outros, o seu génio, apesar de implícito e inclusivo na sua própria filmografia dos anos oitenta e noventa (numa fase mais comercial, noutra, mais experimental e independente da comum concretização cinematográfica) revelou-se, na totalidade, no virar de um novo milénio, na última década por que passamos, na qual assinou cinco filmes que, sendo díspares, muito têm em semelhança: em 2002, o subversivo e belo “Gerry”, no ano seguinte, a obra-prima “Elephant”, em 2005, o filme semi-biográfico de Cobain “Últimos Dias”, dois anos depois, a adaptação de um ensaio dostoievskyano “Paranoid Park” e, em 2008, o reconhecido “Milk”. O que, efectivamente, e reparámos caso nos voltarmos para a análise do anterior trabalho do autor norte-americano, reconhecemos, é a união de um elemento em comum, de um estado que é valorizado e trabalhado como um fantasma de toda a sua obra: a solidão.

Percepcionada por Van Sant, a solidão anuncia-se como uma condição inerente, de forma orgânica e normal, ao ser humano. Mais do que natural, esta é vista como basilar, apesar das circunstâncias em que pode surgir. Por outras palavras, podemos reconhecer a existência de duas solidões ─ a que se demonstra inevitável à existência do protagonista e a que é, de forma plena e lúcida, procurada por ele, seja por que motivo ou motivos. Esta dualidade de isolamentos, apesar de, na sua essência, se volverem ao mesmo, é importante que seja realizada, a fim de percebermos os contextos em que as personagens do mundo da obra do realizador se movem.

A primeira enunciada sucede sempre, necessariamente, num dado momento da vida: no fim desta. Assim, para Gus, todo o homem, mesmo fisicamente assistido, morre sozinho, só no seu id se nos quisermos voltar para a psicanálise, no espectro da sua subconsciência e na revelação, esta já límpida, que o último instante da existência poderá proporcionar, no limiar da metafísica do espírito, que não é passível de se ver acompanhado. Será, pois, interessante reparar, a título de alguns exemplos (todos eles retratando, curiosamente, um homicídio), que tal ocorre em “Milk”, quando Harvey é morto, simbolicamente vislumbrando o seu reflexo numa janela que direccionava o olhar para a bandeira dos Estados Unidos da América, e é filmado, por breves momentos, a contemplar-se; em “Paranoid Park”, quando o segurança da estação de comboios, após empurrado por Alex para a linha e morto pela passagem de uma locomotiva, o olha nos olhos em genuíno desespero, procurando por algo, que não a intangível sobrevivência, que nem ele saberia o que seria; ou em “Elephant”, quando Michelle, procurando companhia e ocupação nos livros da biblioteca, é repentina e brutalmente assassinada frente a todos, mantendo-se, nos últimos e escassos momentos de “si”, ao lado dos livros, que não lhe servem, então, de nada; ou no remake de “Psycho” (original de Alfred Hitchcock), com o homicídio já conhecido de Marion na banheira; ou em “Disposta a Tudo”, quando Larry é morto por Suzanne. Em “A Caminho de Idaho”, a morte de Bob, apesar de evidenciar o fatídico e indesejado retiro do mesmo, é ligeiramente desigual, dada a sua origem ser um ataque cardíaco. Todavia, não só a solidão inevitável à existência do protagonista nos aparece no momento da sua morte. Aliás, vários são, ainda que não forçosos, os momentos em que Gus Van Sant constata que nos poderemos sentir retirados do mundo sem que tal queiramos. Em “Mala Noche”, Johnny é um mexicano imigrante que rejeita o desejo de Walt, vendo-se numa nova América, apartado de qualquer sítio que possa considerar uma casa, onde a linguagem e o amor têm idiomas diferentes do seu. Em “O Bom Rebelde”, é-nos descrito o arco de mudança de Will, que se isola na dissonância que lhe afunda o entendimento, navegando entre a sua personalidade moldada pelo meio por onde cresceu e as múltiplas capacidades da sua sobredotada inteligência (reveladas sem que este o quisesse), e cuja situação vê um revés após uma decisão que, apesar de influenciada, foi pessoal e resultado de um afectado enclausuramento interior. No mencionado “Paranoid Park”, evidenciamos o estado de loucura interna a que Alex se leva, pelo peso inconjecturável da culpa, à aflição de uma sempre incompreendida solidão. Já em “Elephant”, a supracitada Michelle revelava-se em malquerido estado de retiro, resultado da violência psicológica exercida pelos colegas e da ausência de amigos ou de pessoas que com ela comunicassem verdadeiramente. A procura de locais, como a biblioteca, que lhe possibilitavam ser útil e interagir, não importava se de forma impessoal, com outras pessoais, como o bibliotecário, apenas nos confirma a animosidade pelo facto de estar só. O mesmo filme prima, portanto, por nos conseguir mostrar como que em locais tão movimentados, agitados e ocupados, como a escola e os seus corredores, se remisturam relações interpessoais, esquecendo os apartados, que se aglomeram na ruidosa multidão. Tal é denunciado pelo realizador num exacerbado derrotismo, que filma, com deleite e acalmia voyeuristas, o submundo dos retirados da sociedade – os delinquentes e os homossexuais, por exemplo –, como se lá residisse a esperança de encontrar a percepção e o entendimento que é sentir-se sozinho pela rejeição.
O segundo dito tipo de solidão, que a tratava como procurada e tencionada pelo protagonista, é vista por Gus Van Sant como, grosso modo, um estado fulcral para a total revelação do mundo e de si mesmo. Sendo a mais complexa, também surge apenas em escassos momentos e, nalgumas vidas errantes, esta nem se chega a manifestar. É na solidão que reside, para a personagem, a verdade, a possibilidade para partir para um estado de única introspecção e avaliação do real, de pura interacção com a Natureza viva e natural (representada, na imagética, pela contemplação longa daquilo que é coercivo ao homem e belo, como o verde da floresta ou a amplitude de um céu azul, representada, no som, pela melodia calma, distante, misteriosa e compassiva de uma criação de arte humana ou pelo recurso de sons viscerais e expansivos, como é o caso do cântico dos pássaros) que serve, por sua vez, como ponte para a síntese da sua própria natureza e pureza. Tudo isto se poderá reparar em “Últimos Dias”, que determina os últimos dias vividos por Blake por sua conta, perdido e retirado num mundo dentro de si, manifestando-se no poder íntimo e místico da música. Daí o filme ser, na maior das probabilidades, tão inacessível: a força do nosso protagonista tem uma só uma alma só, o que será o mesmo se disséssemos que ele apenas seria compreendido por ele mesmo (uma personagem de ficção torna-se independente do criador e do público) e as imagens que tão serenamente acompanhamos apenas serviriam para mostrar a impossibilidade da existência uma objectivação directa como via de compreensão de um outro ser humano. Aqui, não importam as razões que motivaram o suicídio de Blake – importa sim constatar que os seus últimos momentos foram presenciados em total reflexão da existência, da identidade, do mundo e da vida.

E assim estabelecemos a conexão com “Gerry”, que demonstra ser a confluência das duas explicitadas solidões. Se, numa primeira instância, constatamos que os dois Gerry viajavam, sob o espectro fatal e indeclinável da morte, juntos, podemos, também, admitir que a junção entre os dois, que demonstram unir-se em situações-limite que os põem à prova, levou a uma consequente solidão, que se mostrou necessária mas vital. A revelação última do Gerry de Casey Affleck, exterior e inultrapassável, apesar de ser compartilhada com o Gerry de Matt Damon aquando da interacção dos dois com a natureza recheada pela poesia musical de Arvo Pärt, mostrou-se também diferente da dele dado que, morrendo primeiro na mais transparente e amargurada solidão, agravou a sentida pelo outro, que acaba, na prática, consigo mesmo, no Infinito do deserto da morte. Contudo, a companhia da Solidão (passe-se a implícita redundância), fazia-se sentir em ambos protagonistas enquanto estavam juntos, se atentarmos ao facto de que se comungavam, em imaculabilidade e transcendência, consigo e com um mundo exterior, vivo e inumano.

Resta-nos concluir sabendo da determinação van santiana de que, apesar de todas as uniões que coabitam no universo das possibilidades, o ser humano é genuinamente um ser condenado à solidão, tendo, pois, que saber aproveitar-se dela, deslocando-a para múltiplos caminhos na sua vida, sendo a procura de um significado desta o mais importante de todos eles.

sábado, março 20, 2010

A Família Addams


"Depois do sucesso de "Alice no País das Maravilhas", Tim Burton prepara-se agora para realizar "A Família Addams" em 3D.
O projecto já foi confirmado pelos estúdio Illumination Entertainment, da Universal. O filme será feito em 3D e também com recurso à tecnologia stop-motion , uma técnica de animação minuciosa, em que as imagens são captadas quadro a quadro.
«A Família Addams» e «A família Addams 2» tiveram grande sucesso com as actuações de Angelica Huston no papel da mãe Morticia, Raul Julia, enquanto Gomez, ou Christina Ricci como a filha Wednesday.
Mas o filme de Tim Burton não pretende retomar o sucesso já demonstrado na televisão e no cinema. O realizador vai partir da banda-desenhada original do livro dos anos 30."

Fonte: IOL cinema

segunda-feira, março 15, 2010

«Alice» liderou nos cinemas de 4 a 10 de Março em Portugal

"Alice no Pais das Maravilhas, de Tim Burton, liderou nos cinemas portugueses entre 4 e 10 de Março, tendo acolhido 162.364 espectadores e gerado receita de 1.027.188 euros nesta semana, informou o Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA).
O filme, exibido num total de 81 ecrãs de cinema, situou-se na primeira posição da tabela. A obra revisita o universo criado por Lewis Carroll.
Amar… é complicado!, de Nancy Meyers, ficou em segundo lugar, com receitas registadas de 383.903 euros e a visita de 84.092 espectadores.
A terceira posição foi ocupada por Shutter Island, de Martin Scorcese, que foi visto por 49.653 pessoas e obteve receitas de 226.128 euros.
O Lobisomem de Joe Johnston, que já esteve em primeiro lugar, está agora em quarto, com 108.471 euros nas bilheteiras e 23.342 pessoas a acorrer às salas.
Na quinta posição ficou Avatar, de James Cameron, líder do ranking durante várias semanas consecutivas. Esta semana registou 89.386 euros nas bilheteiras e 15.750 espectadores nos cinemas.
A Princesa e o Sapo, de Ron Clements e John Musker, situou-se na sexta posição, com 82.250 euros arrecadados e 17.789 pessoas a visitar. "


Fonte: Diário Digital

sexta-feira, março 12, 2010

Shrek - Forever After

Para quem não sabe, tal como eu não sabia, vai haver mais um filme desta saga: Forever After, que é o último filme.

Sinopse: Shrek já não assusta ninguém e como está farto disso faz um contrato com um mágico, de modo a tornar-se assustador de novo. No entanto, as coisas não correm tão bem quanto se esperava, levando-nos de novo para mais uma aventura.

O trailer:


Já sabem, deixem a vossa opinião.

quinta-feira, março 11, 2010

Eclipse



Para quem gosta da saga Luz e Escuridão de Stephenie Meyer e está ansioso para ver o terceiro filme "Eclipse", pode saciar a curiosidade com o trailer acabado de sair.

Aqui fica:



Podem deixar a vossa opinião num comentário!

segunda-feira, março 08, 2010

"Estado de Guerra" destrona "Avatar" nos Óscares

Melhor Filme
The Hurt Locker

Melhor Realizador
Kathryn Bigelow por “The Hurt Locker”

Melhor Actor Principal
Jeff Bridges por “Crazy Heart”

Melhor Actriz Principal
Sandra Bullock por “The Blind Side”

Melhor Actor Secundário
Christoph Waltz por “Inglourious Basterds”

Melhor Actriz Secundária
Mo’Nique por “Precious”

Melhor Argumento Original
The Hurt Locker

Melhor Argumento Adaptado
Precious

Melhor Filme Estrangeiro
El Secreto De Sus Ojos (Argentina)

Melhor Filme de Animação
Up

Melhor Documentário
The Cove

Melhor Fotografia
Avatar

Melhor Banda Sonora
Up

Melhor Canção Original
The Weary Kind (Crazy Heart)

Melhor Direcção Artística
Avatar

Melhor Montagem
The Hurt Locker

Melhor Caracterização
Star Trek

Melhores Guarda-Roupa
The Young Victoria

Melhores Efeitos Especiais
Avatar

Melhor Edição de Som
The Hurt Locker

Melhor Mistura de Som
The Hurt Locker

Melhor Curta-Metragem
The New Tenants

Melhor Curta-Metragem – Documentário
Music By Prudence

Melhor Curta-Metragem – Animação
Logorama

domingo, março 07, 2010

(ainda sobre os Óscares): O triunfo da popularidade

Será daqui a algumas horas (quatro, mais ou menos) que muitos de nós, na melhor das hipóteses, nos reuniremos frente à televisão (sintonizada naquele canal que, de mim, só retira o sentimento de aversão, tal é a sua colossal qualidade), esperando saber, em directo e em primeira mão, quais os vinte e quatro vencedores da 82ª cerimónia dos Óscares, realizada, como já tem sido habitual, no palco da Kodak Theatre, em Los Angeles.

A megalómana cerimónia, se antes reconhecida por ser a mais importante e crível no que toca à gratificação daquele que seria, supostamente, “o” filme do ano, depois da revolução a que a Internet foi responsável, tem vindo a perder a magia que a envolvia, tal como a sua credibilidade. Centrada em Hollywood, desmascaram-se as tentativas de propaganda aos votantes, assumiu-se implicitamente a vontade expressa de influenciar aqueles que decidem, anualmente, o melhor que foi feito na sétima “arte”, tal como se declarou, pública e subtilmente, o centralismo norte-americano de que vivem os Óscares. Sempre assim foi, não nos iludamos. É uma evidência que cada cinéfilo tem que aceitar – e o facto de, em 2010, estarem nomeados 10 filmes em vez de 5 para promoção e busca de audiências televisivas e, também, de estarem divididos melhor filme / melhor filme estrangeiro, ilustra bem esta realidade. Algo que, também implicitamente, se tem vindo a assumir é a busca de inclusão dos filmes independentes (ou, pensando melhor, “so called”): “Juno” e “Little Miss Sunshine” são dois exemplos passados bem ilustrativos do que acabo de falar. Contudo, esta procura por um equilíbrio entre aquilo que vem da indústria e aquilo que é mais “diferente” (reforcem-se as aspas), algo que foi visto como claro aquando da luta, ano passado, entre “O Estranho Caso de Benjamin Button” e “Quem Quer Ser Bilionário?”, tem vindo a acentuar as dificuldades internas da Academia em agradar tudo e todos. O que é, obviamente, compreensível. Cada vez mais o cinema se tem fragmentado (seja em género, seja em modus operandi, seja em intenções, seja em origem), e a busca por um consenso que faça reunir, novamente, milhões frente a um televisor para ver a entrega dos Óscares (como aconteceu aquando das gratificações “Titânic”a e “Gump”iana) é já uma utopia declarada. A estatueta dourada, perdendo o seu brilho, importância e “glamour”, não passa hoje disso mesmo: de um prémio merecedor de quarenta e cinco segundos em agradecimentos, de um nome e de uma tira de DVD (como nos falava o jornal “Ípsilon”, na passada sexta-feira). Os Óscares passaram a desempenhar uma função social, em vez de reconhecer a qualidade e o valor das obras que vai nomeando (onde está “Um Homem Singular”?): e tudo depende do contexto. Se “Forrest Gump” venceu e calcou “Pulp Fiction” depois da celebração do belíssimo “A Lista de Schindler”, foi para manter o equilíbrio de felicidade e esperança que o cinema supostamente deveria transmitir. O mesmo, exactamente, se sucedeu ano passado: depois do niilismo de “Este País não é para Velhos”, tornou-se óbvia a vitória do slumdog, dos pobres, do “desigual”, do brilho, da esperança, da mudança (veja-se a vitória de Obama nesse tempo). E se a cerimónia de hoje passar, apenas e só, pela reprodução do que se sucedeu com os passados Globos de Ouro (mas com uns passos de dança como ano passado), então aguarda-nos uma valente perda de tempo.

A Academia não gosta de surpreender, digam o que almas sábias disserem – numa altura em que, sob pressão das cadeias televisivas, se vê obrigada a navegar entre a popularidade das suas películas, torna-se clara a vitória do Rei do Mundo. “Avatar” (crítica) percorreu países, é dos filmes mais rentáveis de sempre (“o” mais, dizem!), esteve sob o signo da revolução técnica, a sua magnificência requer-se imortal e incontestável (é o que se diz, e não me atreveria a calar um planeta embusteado). Mas bem… se há um Óscar que, ano menos ano, será criado e que deveria ser entregue a posteriori a este trabalho de pirotecnia, seria o de Melhor Propaganda. Mas, não sei bem porquê, cansa-me falar deste filme. A sua rivalidade não é a melhor, também é certo: “Precious” é o filmezito que Oprah tanto quis produzir e que não passa de um mega-dramalhão que sobrevive das suas interpretações, “Nas Nuvens” é a crítica social da actualidade que se perde num guião típico, “UP – Altamente!” é a respeitada execução da Pixar que se clonou e fugiu da categoria a que pertence (melhor filme de animação), “Estado de Guerra” é o gelado voyeur de um país frágil pela guerra no Iraque, “Um Homem Sério” é o resultado desequilibrado de dois irmãos que sabem que poderiam ter feito mais. Há a triste certeza de que “Distrito 9” (a docureflexão original e inédita de uma humanidade cruel e discriminatória) e “Uma Outra Educação” (a simples mas cativante história que versa a jornada de uma estudante dos anos 60 dividida entre duas escolhas sociais) não vingarão. Resta-nos “Um Sonho Possível” (que aguardo com o entusiasmo característico de alguém a morrer) e “Sacanas sem Lei”. E este, sim, é cinema puro, inteligente, no seu estado vertiginoso e ávido. Ainda que naturalmente pretensioso na sua aura de marketing, a qualidade da obra (na narrativa, montagem, interpretações, fotografia) e talento de Tarantino fazem-me acreditar o justíssimo vencedor seria este – algo que não acontecerá, infelizmente. Sempre posso estar errado (gostava, desta vez, que sim), mas a mega-produção de James Cameron tem demasiados fãs para que a Academia os desiluda. Lá se encontra a função social de que vos falei. Gostava, por fim, de ver Colin Firth e Michael Haneke a discursar – ganharia a noite se os visse no meu televisor.

Não vos minto, contudo: penso que será o sonho de qualquer um de nós, que gostasse de enveredar pelos caminhos suicidas do cinema, subir as escadas daquele palco e receber, nas mãos, a estatueta. O peso desta, nesse momento, estará de tal forma agigantado que nos aperceberíamos, aí, que os Óscares ainda vão sobrevivendo, apesar de todas as suas contradições e desequilíbrios. Continuam a ser o momento que leva o meu coração a acelerar-se quando ouço o “and the Oscar goes to”. Cada vez mais tem chorado e desiludido, mas essa é outra história.

sábado, março 06, 2010

Óscares

Para quem está interessado em ver a cerimónia, pode acompanhar em directo na tvi, amanhã, por volta da 1.30h.

Divirtam-se!

segunda-feira, março 01, 2010

1º Ciclo de Cinema na escola

De 1 a 5 de Março realizar-se-á o primeiro ciclo de cinema do grupo de Área de Projecto do 12º E de cinema. Na próxima semana, haverá uma sessão dupla de um filme europeu todos os dias, no bufete da escola - uma às 13:30 e outra às 16:00. Não faltes! Os filmes que serão exibidos são:
A CANÇÃO DE LISBOA
Segunda-feira | Dia 1 de Março | Portugal
Comédia Musical | Conttinelli Telmo
Sinopse: "Vasco Leitão, vive da mesada das tias, que vivem em trás os montes, que nunca vieram à capital, e o consideram um aluno cumpridor. Ora, o Vasco prefere os retiros e os arraiais, as cantigas populares e as mulheres bonitas, em particular Alice, uma costureira do BAIRRO DOS castelinhos, o que não agrada ao pai, o alfaiate Caetano, sabendo-o crivado de dívidas... Os azares de Vasco sucedem-se: no mesmo dia em que é reprovado no exame final de curso, recebe uma carta em que as tias lhe anunciam uma visita a Lisboa!"

VOLTAR
Terça-feira | Dia 2 de Março | Espanha
Comédia / Drama | Pedro Almodóvar 
Sinopse: " Três gerações de mulheres sobrevivem ao vento quente, ao fogo, à loucura, à superstição, e até mesmo à morte, à base de bondade, de mentiras e de uma vitalidade sem limites. São elas Raimunda (Penélope Cruz) casada com um operário a viver do subsídio de desemprego e uma filha adolescente, Sole, a sua irmã, que ganha a vida como cabeleireira, e a mãe de ambas (Carmen Maura), morta num incêndio, juntamente com o marido."

A TURMA
Quarta-feira | Dia 3 de Março | França
Drama | François Bégaudeau
Sinopse: "A Turma inspira-se no dia-a-dia tragicómicode um professor de Francês colocado numa escola pública da cidade de Paris. Neste romance escrito encostado à realidade, François Bégaudeau evidencia os problemas de expressão e compreensão nas salas de aula da língua que, na turma, nem todos dominam. E convida-nos a entrar na escola de hoje, problemática e multicultural. A realidade francesa afinal tão próxima da realidade portuguesa, e quem sabe de tantas outras."

PSICO
Quinta-feira | Dia 4 de Março | Inglaterra
Terror | Alfred Hitchcock
Sinopse: "A emblemática obra-prima do realizador Alfred Hitchcock apresenta Anthony Perkins no papel do perturbado Norman Bates, cuja sinistra casa e motel adjacentes não são exactamente o lugar mais indicado para passar uma noite tranquila. Que o diga Marion Crane (Janet Leigh), a desafortunada hóspede cuja viagem termina na célebre cena do duche. Primeiro um detective privado (Martin Balsam) e depois a própria irmã de Marion (Vera Miles) fazem tudo para a encontrar, num crescendo de terror e suspense que culmina no clímax aterrador em que o misterioso assassino é por fim revelado."

A QUEDA: HITLER E O FIM DO TERCEIRO REICH
Sexta-feira | Dia 5 de Março | Alemanha
Drama | Oliver Hirschbiegel
Sinopse: "Berlin, 20 de Abril de 1945, dia do seu aniversário. Hitler (Bruno Ganz) encontra-se refugiado num bunker situado sob a Chancelaria. Na superfície, os constantes bombardeamentos da artilharia russa anunciam a chegada do inimigo.A capital alemã encontra-se reduzida a escombros e os combates de rua iniciam-se. Apesar do esforço dos poucos soldados, ajudados pelas milícias populares (Volkssturm) e por crianças da Juventude Hitleriana, a derrota é inevitável. No interior do bunker, Hitler faz os seus últimos preparativos. Com ele encontram-se, entre outros, Eva Braun (Juliane Köhler), a sua companheira, Josef Goebbels (Ulrich Matthes), Ministro da Propaganda, e a mulher deste, Magda (Corinna Harfouch).Baseado nas memórias da secretária de Hitler, Traudl Junge (Alexandra Maria Lara), e no best-seller do historiador Joachim Fest (Inside Hitler's Bunker: The Last Days of the Third Reich), "A Queda - Hitler e o Fim do Terceiro Reich" reconstroi os últimos 12 dias do ditador."

sábado, fevereiro 27, 2010

Sugestão: Um Homem Singular


Singular.
O primeiro filme de Tom Ford, A Single Man, de uma beleza arrepiante, deixou-me sem palavras e fez-me sentir a Sétima Arte em toda a sua plenitude.
Um drama que conta com a participação de Colin Firth, no que dizem ser dos papéis da sua vida, e da belíssima Jullianne Moore. A não perder!















Sinopse:

Los Angeles, 1962, no pico da Crise dos Mísseis de Cuba. George Falconer é um professor universitário de 52 anos, a tentar encontrar de novo um sentido para a vida, depois da morte do seu companheiro de sempre, Jim.
George mergulha no passado e não consegue imaginar o seu futuro, quando o acompanhamos durante um único dia, onde uma série de encontros e acontecimentos o levam a decidir se afinal haverá ou não sentido para a vida depois de Jim.
George é consolado pela sua amiga chegada Charley, uma beldade de 48 anos, também ela a lutar com as suas próprias questões acerca do futuro. E um jovem estudante de George, Kenny, que se está a aceitar como ele é, persegue George, vendo nele uma alma gémea…



«For the first time in my life I can't see my future. Everyday goes by in a haze, but today I have decided will be different.»

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Fantasporto 2010: Festival arranca com robótica e efeitos especiais

"De 22 a 26 de Fevereiro, a 30.ª edição do Fantasporto conta com um ciclo dedicado à robótica e ao cinema. À semelhança do que aconteceu o ano passado com a arquitectura, a organização optou por uma programação que fizesse a ponte entre os dois mundos.

No dia 25, quinta-feira, Peter Corke é o convidado da primeira conferência deste ciclo. Corke é um investigador australiano da Universidade de Queensland, cujo trabalho se centra nos robots subterrâneos, terrestres, aéreos e submarinos. A segunda conferência, na sexta-feira, conta com a presença de Aníbal Ollero. O professor espanhol, da Universidade de Sevilha, lidera um grupo de investigação e já esteve envolvido em inúmeros programas ligados à coordenação e controlo de aeronaves.

Para além da robótica, os efeitos especiais também estão em destaque nesta primeira semana. Nos workshops dos dias 24 e 25, o Fantasporto traz à cidade David Marti (Óscar Melhor Caracterização em 2007 por "O Labirinto do Fauno") e Collin Arthur ("2001 - Odisseia no Espaço"), dando a possibilidade aos participantes de conhecer um pouco mais sobre esta técnica cinematográfica.

A abertura oficial do Fantasporto, que comemora o seu 30.º aniversário, dá-se esta sexta-feira, às 20h30 e termina no dia 6 de Março. O filme que marca o arranque oficial é "Solomon Kane" de Michael J. Basset, com produção de Samuel Hadida, convidado do festival. "

Fonte: Jornalismo Porto Net

Shutter Island

No dia 25 de Fevereiro, próxima quinta-feira, o filme Shutter Island, do célebre Martin Scorsese e com Leonardo DiCaprio no protagonismo, invande os cinemas portugueses.

Sinopse:

"A acção decorre em 1954, quando dois agentes do departamento de justiça dos EUA investigam o desaparecimento de uma paciente de um hospital para loucos homicidas numa ilha de Massachusetts. Só que no próprio local percebem que há na ilha um outro prisioneiro, mas desconhecido, e que eles estão a ser continuamente enganados por toda a gente, situação agravada por um furacão que os deixa presos no local."

Trailer:


Se gostas de filmes repletos de suspense, não deixes de ver este, parece-me uma boa aposta.

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Precious


E por falar em estreias, esta quinta-feira, dia 11, vai também estrear o filme "Precious".
Baseado no romance "Push", do escritor norte-americano Sapphire, "Precious" foi um dos grandes vencedores do Festival de Sundance, em Janeiro.
O filme foi produzido pela Oprah Winfrey e conta com Gabby Sidibe, Mo´Nique, Lenny Kravitz e Mariah Carey nos papéis principais.

Sinopse: "Baseado na história de Clareece “Precious” Jones, uma adolescente obesa, analfabeta, mãe solteira e grávida, que vive em Harlem, é vítima de constantes abusos físicos e psicológicos por parte da sua mãe, mas está disposta a ultrapassar todos os obstáculos, porque a vida é preciosa. Uma história de luta, coragem e determinação."

Aqui fica o trailer:

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Uma estreia desta semana - Dia dos namorados

É certo que o dia dos namorados está a chegar e, aproveitando a data, irá estrear na próxima quinta-feira dia 11 de Fevereiro o filme Dia dos Namorados de Garry Marshall, contando com a participação de Taylor Lautner, Bradley Cooper, Anne Hathaway, Taylor Swift, Jessica Biel, Jessica Alba, Jamie Foxx, Ashton Kutcher, Julia Roberts, Jennifer Garner, Emma Roberts, Patrick Dempsey, Queen Latifah.
Aqui fica o trailer:

sábado, fevereiro 06, 2010

Megan Fox no Fantasporto

Ao que parece a actriz Megan Fox vai marcar presença na edição deste ano do Fantasporto, para apresentar o seu mais recente filme «Jennifer´s Body».
«Jennifer´s Body» tem argumento de Diablo Cody (oscarizado pelo argumento de «Juno») e produção de Jason Reitman («Juno» e «Up in the Air»).

O Fantasporto decorre de 26 de Fevereiro a 6 de Março. Ainda não foi anunciada a data em que a actriz se encontrará no Porto.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

"Lua Nova", "2 Amas de Gravata" e "Transformers" dominam nomeações para os Anti-Óscares


A par das nomeações para os Óscares, foram nomeados, também, os RAZZIES - os piores filmes vindos de Hollywood em 2009 e na década. A grande contradição das duas cerimónias reside no facto de Sandra Bullock estar nomeada para o Óscar de melhor actriz ("The Blind Side") e de pior actriz ("All About Steve"), ao mesmo tempo. Os nomeados são:

PIOR FILME
"All About Steve"
"G.I. Joe: O Ataque dos Cobra"
"Terra dos Perdidos"
"2 Amas de Gravata""
"Transformers: Retaliação"

PIOR REALIZADOR
Michael Bay, "Transformers: Retaliação"
Walt Becker, "2 Amas de Gravata"
Brad Silberling, "Terra dos Perdidos"
Stephen Sommers, "G.I. Joe: o Ataque dos Cobra"
Phil Traill, "All About Steve"

PIOR ACTOR
Os três Jonas Brothers, "Jonas Brothers: O Concerto 3D"
Will Ferrell, "Terra dos Perdidos"
Steve Martin, "A Pantera Cor-de-rosa 2"
Eddie Murphy, "Terra dos Sonhos"
John Travolta, "2 Amas de Gravata"

PIOR ACTRIZ
Beyonce, "Obsessão"
Sandra Bullock, "All About Steve"
Myley Cyrus, "Hannah Montana: O Filme"
Megan Fox, "Jennifer’s Body" e "Transformers: Retaliação"
Sarah Jessica Parker, "Ouviste Falar dos Morgans?"


PIOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Candice Bergen, "Noivas em Guerra"
Ali Larter, "Obsessão"
Sienna Miller, "G.I. Joe"
Kelly Preston,"2 Amas de Gravata"
Julie White (como Mãe), "Trannies, Too"

PIOR ACTOR SECUNDÁRIO
Robert Pattinson, "Lua Nova"
Billy Ray Cyrus, "Hannah Montana: O Filme"
Hugh Hefner (como si mesmo!), "Miss March"
Jorma Taccone (como Cha-Ka), "Terra dos Perdidos"
Marlon Wayans, "G.I. Joe"
PIOR CASAL
Kristin Stewart e ou Robert Pattinson ou Taylor Qual-É-A-Sua-Presa, "Lua Nova"
Algum dos dois (ou mais) dos Jonas Brothers, "The Jonas Brothers: O Concerto 3D"
Sandra Bullock e Bradley Cooper, "All About Steve"
Will Ferrell e qualquer co-actor, criatura ou personagem cómica, "Terra dos Perdidos"
Shia Lebouf e quer Megan Fox ou algum transformer, "Transformers: Retaliação"

PIOR ARGUMENTO
"Lua Nova"
"All About Steve"
"G. I. Joe"
"Transformers: Retaliação"
"Terra dos Perdidos

PIOR REMAKE OU SEQUELA
"Lua Nova"
"A Pantera Cor-de-rosa 2"
"Terra dos Perdidos"
"Transformers: Retaliação"
"G. I. Joe"
 
PIOR FILME DA DÉCADA
"Terra - Campo de Batalha" (2000)
"Freddy em Apuros" (2001)
"Duro Amor" (2003)
"I Know Who Killed Me" (2007)
"Ao Sabor das Ondas" (2002)

PIOR ACTOR DA DÉCADA
Ben Affleck - "Demolidor - O Homem Sem Medo," "Duro Amor," "Era uma vez... um Pai," "Pago para Esquecer," "Pearl Harbor," "Sobrevivendo ao Natal"
Eddie Murphy - "Adventures of Pluto Nash," "Eu Espião," "Terra dos Sonhos," "Pequeno Grande Dave," "Norbit," "Showtime"
Mike Myers - "O Gato," "O Guru do Amor"
Rob Schneider - "O Verdadeiro Animal," "Falhados... por um Fio," "Deuce Bigalo: um Gigolo na Europa," "O Matulão da Vóvó," "Um Corpo Perfeito," "Declaro-vos Marido e... Marido," "Minorca," "Nicky, o Filho do Diabo"
John Travolta - "Terra - Campo de Batalha," "Identidade Falsa," "Lucky Numbers," "2 Amas de Gravata," "Operação Swordfish"

PIOR ACTRIZ DA DÉCADA
Mariah Carey – "Glitter"
Paris Hilton - "The Hottie & The Nottie," "A Casa de Cera," "Repo: The Genetic Opera"
Lindsay Lohan - "Herbie - Prego a Fundo," "I Know Who Killed Me," "Que Sorte a Minha!"
Jennifer Lopez - "Olhos de Anjo," "Basta," "Duro Amor," "Era uma vez... um Pai," "Encontro em Manhattan," "Uma Sogra de Fugir," "Resistir-lhe é Impossível"
Madonna - "007 - Morre Noutro Dia," "Ligações Proibidas," "Ao Sabor das Ondas"

Faleceu David Brown



David Brown, o conhecido produtor de «Tubarão» e «Miss Daisy», faleceu na segunda-feira passada aos 93 anos de idade, vitima de doença prolongada.

A sua carreira na sétima arte começou no início dos anos 50. Em 1956, estreava «Love Me Tender», filme de Robert D. Webb que apresentou o Rei do rock pela primeira vez no grande ecrã. Foi Brown que descobriu o argumento.
Alguns dos clássicos de Spielberg também tiveram mão de Brown, já como produtor: «Asfalto Quente» (1974) e «Tubarão» (1975), filme que esteve na base no conceito de «blockbuster», hoje muito em voga.
Mais tarde, Brown criou a própria produtora – The Manhattan Project Ltd. –, responsável por filmes como «Uma Questão de Honra», de Rob Reiner (1992), «As Cinzas» de Ângela, de Alan Parker (1999), ou «Chocolate», de Lasse Hallström (2000).
Quatro vezes nomeado para os Óscares pelos filmes «Tubarão», «O Veredicto», «Uma Questão de Honra» e «Chocolate», o produtor norte-americano acabou por nunca levar a estatueta dourada para casa.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Mais uma estreia - Homens que Matam Cabras só com o Olhar

Na próxima quinta-feira, dia 2 de Fevereiro, estreia nos cinemas o filme Homens que Matam Cabras só com o Olhar de Grant Heslov, contando com a participação de George Clooney, Ewan McGregor, Jeff Bridges e Kevin Spacey.

Sinopse:

O repórter Bob Wilton (Ewan McGregor) julgava ter tudo o que um homem podia desejar até perceber que, afinal, a mulher, com quem pensava estar bem casado, o trocou pelo editor do jornal onde ambos trabalhavam.Para provar que consegue ultrapassar a traição, deixa tudo e vai para o cenário de guerra do Iraque, procurar um furo que o torne célebre. E é na fronteira com o Kuwait que conhece Lyn Cassady (George Clooney), um agente de forças especiais New Age que revela estar numa missão secreta em nome da sua Unidade de Super Soldados Jedis liderada por Bill Django (Jeff Bridges).Inseridos num programa secreto do Governo dos EUA, esses guerreiros pacifistas possuem poderes paranormais que lhes permitem atravessar paredes, encontrar pessoas desaparecidas ou vencer o inimigo através da mente, sem necessidade de sangue ou violência gratuita. Decidido a atravessar a fronteira com Lyn e encontrar a história que vai mudar a sua vida, Bob vê-se envolvido numa guerra entre os super soldados e Larry Hooper (Kevin Spacey), um antigo discípulo de Bill com contas para ajustar.


Trailer:

Os nomeados para os Óscares


Há minutos atrás foram divulgados as nomeações para a 83º edição da cerimónia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Apresentados pela actriz Anne Hathaway, podemos constatar que os favoritos centram-se em "Precious" (a estrear em Portugal brevemente), produzido por Oprah Winfrey, "Avatar" (que acaba de ser consagrado como o filme mais rentável de sempre e de ganhar dois Globos de Ouro - para melhor realizador e filme dramático) e "Estado de Guerra (que entre nós estreou em Setembro do ano passado). Uma outra surpresa centra-se no facto de os nomeados para a categoria de "melhor filme" passarem a ser não 5 mas 10, uma estratégia que os norte-americanos encontraram de forma a promover as películas em época de crise económica mundial. A grande surpresa também reside no facto de UP - Altamente! estar nomeado não só para a categoria de melhor filme de animação, como também na de "melhor filme", algo que não acontecia desde "A Bela e o Monstro", da Disney. No dia 7 de Março saberemos quem são os vencedores, podendo nós acompanhar a cerimónia através da TVI, à 1 da manhã. Eis, pois, os nomeados:
MELHOR FILME
Avatar
The Blind Side [a estrear 25/03/2010]
Distrito 9
An Education [a estrear 18/02/2010]
Estado de Guerra
Sacanas sem Lei
Precious [a estrear 11/02/2010]
Um Homem Sério [a estrear 18/02/2010]
Up - Altamente!
Nas Nuvens

MELHOR REALIZADOR
James Cameron, Avatar
Kathryn Bigelow, Estado de Guerra
Quentin Tarantino, Sacanas sem Lei
Lee Daniels, Precious
Jason Reitman, Nas Nuvens

MELHOR ACTOR PRINCIPAL
Jeff Bridges, Crazy Heart
George Clooney, Nas Nuvens
Colin Firth, A Single Man [a estrear 18/02/2010]
Morgan Freeman, Invictus
Jeremy Renner, Estado de Guerra

MELHOR ACTRIZ PRINCIPAL
Meryl Streep, Julie & Julia
Sandra Bullock, The Blind Side
Helen Mirren, The Last Station
Carey Mulligan, An Education
Gabourey Sidibe, Precious

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Penelope Cruz, Nove
Vera Farmiga, Nas Nuvens
Anna Kendrick, Nas Nuvens
Maggie Gyllenhaal, Crazy Heart
Mo’nique, Precious

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Christoph Waltz, Sacanas sem Lei
Matt Damon, Invictus
Stanley Tucci, Visto do Céu [a estrear 11/03/2010]
Woody Harrelson, The Messenger
Christopher Plummer, The Last Station

MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO
Neill Blomkamp, Terri Tatchell, Distrito 9
Nick Hornby, An Education
Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Armando Iannucci, Tony Roche, Em Inglês S.f..f [a estrear 04/03/2010]
Geoffrey Fletcher, Precious
Jason Reitman, Sheldon Turner, Nas Nuvens

MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL
Mark Boal, Estado de Guerra
Quentin Tarantino, Sacanas sem Lei
Joel and Ethan Coen, Um Homem Sério
Alessandro Camon and Oren Moverman, The Messenger
Bob Peterson, Pete Docter, Up - Altamente!

MELHOR DIRECÇÃO ARTÍSTICA
Avatar
Parnassus - O Homem que queria enganar o Diabo [a estrear 25/03/2010]
Nove
Sherlock Holmes
A Jovem Vitória

MELHOR FOTOGRAFIA
Avatar
Harry Potter e o Príncipe Misterioso
Estado de Guerra
Sacanas sem Lei
O Laço Branco

MELHOR GUARDA-ROUPA
Bright Star - Estrela Cintilante
Coco avant Chanel
Parnassus - O Homem que queria enganar o Diabo
Nove
A Jovem Vitória

MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTAL
Burma VJ
The Cove
Food Inc.
The Most Dangerous Man In America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers
Which Way Home

MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTAL
China’s Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province
The Last Campaign of Governor Booth Gardner
The Last Truck: Closing of A GM Plant
Music By Prudence
Rabbit A La Berlin

MELHOR MONTAGEM
Avatar
Distrito 9
Estado de Guerra
Sacanas sem Lei
Precious

MELHOR FILME DE LÍNGUA ESTRANGEIRA
Ajami
El Secreto
Desus Ojos
The Milk of Sorrow
Um Profeta
O Laço Branco

MELHOR MAQUILHAGEM
Il Divo
Star Trek
A Jovem Vitória

MELHOR BANDA SONORA
Avatar
Fantastic Mr Fox [a ser lançado em DVD]
Estado de Guerra
Sherlock Holmes
Up - Altamente!

MELHOR MÚSICA
A Princesa e o Sapo – Almost There [a estrear 04/02/2010]
A Princesa e o Sapo – Down In New Orleans
Paris 36 – Loin de Panane
Nove – Take It All
Crazy Heart – The Weary Kind

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
French Roast
Granny O’Grimm’s Sleeping Beauty
The Lady And The Reaper
Logorama
A Matter of Loaf and Death

MELHOR CURTA-METRAGEM EM "LIVE ACTION"
The Door
Instead of Abracadabra
Kavi
Miracle Fish
The New Tenants

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Avatar
Estado de Guerra
Sacanas sem Lei
Star Trek
Up - Altamente!

MELHORES EFEITOS SONOROS
Avatar
Estado de Guerra
Sacanas sem Lei
Star Trek
Transformers: Retaliação

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Avatar
Distrito 9
Star Trek

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Coraline
Fantastic Mr Fox
A Princesa e o Sapo
The Secret Of Kells
Up - Altamente!

Assim, confirmamos que o favoritismo parte para AVATAR e o ESTADO DE GUERRA, que empatam com 9 nomeações cada. Seguem-se SACANAS SEM LEI, com 8 nomeações. Os não tão comerciais NAS NUVENS e PRECIOUS estão nomeados para 6 Óscares. Os filmes de animação da Disney: UP - ALTAMENTE! está nomeado para 5 Óscares e A PRINCESA E O SAPO para 3.  As nomeações para THE BLIND SIDE foram imprevistas, enquanto que se concentram as expectativas para os actores Colin Firth elogiado pelo seu papel em A SINGLE MAN e para a novíssima Carey Mulligan (que surgiu pela primeira vez em "Orgulho e Preconceito") com o seu papel bem criticado de AN EDUCATION. O LAÇO BRANCO, nomeado para 2 Óscares, foi o único a ter mais do que uma nomeação para filme não falado em inglês. Portugal não tem qualquer menção nesta cerimónia, como é habitual.